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POLÍTICA

Guilherme Derrite: O Xerife que Transforma Crítica em Poder

Por Bafão Político - 27 de março de 2025

Quando a Mídia Tradicional Revela um Candidato Inesperado para 2026

Foto: Em algum lugar de brasilândia .

Entre o Centrão, Mega Prisões e a Busca por Alternativas a Bolsonaro

Em meio a uma trama digna de roteiro cinematográfico, surge Guilherme Derrite, o “xerife” paulista que, entre declarações explosivas e operações que mais parecem cenas de ação, se transforma em um símbolo ambíguo para os holofotes da mídia tradicional brasileira. Curiosamente, quando essa mesma mídia crítica aponta para Derrite, o que, na prática, pode ser interpretado como um sinal de que ele desponta como eventual candidato forte para 2026, evidenciando que, mesmo os detratores, inadvertidamente, elevam seu status político.

Nesse palco eleitoral, a dinâmica se intensifica: tanto o eleitor de direita quanto os de esquerda, ávidos por uma alternativa à velha guarda de Bolsonaro, voltam seus olhos para esse personagem que transita entre a bravata e a crítica. A figura de Derrite se converte, assim, em um catalisador para o debate, atraindo atenção de todos os espectros políticos que desejam uma renovação no cenário nacional – uma espécie de “coringa” no baralho político brasileiro.

Enquanto o Centrão segue seu jogo de xadrez, balançando alianças com a mesma destreza de um maestro camaleônico, a corrida presidencial se torna um verdadeiro espetáculo de bastidores e estratégias calculadas. Entre possíveis coalizões e reviravoltas de última hora, o humor sarcástico e a retórica apurada das análises jornalísticas lançam luz sobre os paradoxos e contradições do sistema – onde a crítica de um veículo pode, ao mesmo tempo, ser um prenúncio de força política emergente.

Para fechar o espetáculo, a discussão em torno da “mega prisão” à la Bukele e de um Código Penal mais rigoroso adiciona uma pitada de ironia à retórica política. Num país que almeja equilibrar o liberalismo, o bem-estar social e o combate à agressão, a figura de Derrite, criticada e, paradoxalmente, enaltecida, convida o leitor a refletir: será que, em meio a esse cenário tão contraditório, o Brasil está pronto para abraçar um novo tipo de liderança – ousada, controversa e, inevitavelmente, digna de muita ironia? Convidamos você, leitor, a repensar o futuro da nossa democracia com perspicácia e senso de humor refinado.

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CABARÉ

Barrado no STF: Quando o Credenciamento é o Passaporte VIP da Justiça

Por Bafão Político - 26 de março de 2025

A saga de Sebastião Coelho, o desembargador aposentado que virou advogado e protagonizou um episódio de humor e confusão no plenário do STF
a small rabbit sitting on top of a dirt field
a small rabbit sitting on top of a dirt field

Foto: Em algum lugar de brasilândia .

Entre gritos de “arbitrários” e protocolos rígidos, descubra como a burocracia e as prerrogativas dos advogados se misturam no mundo jurídico com pitadas de leveza e irreverência

Sem crachá, sem entrada: confusão com advogado barrado no STF

Sebastião Coelho, desembargador aposentado agora atuando como advogado, viveu um dia de “barrarem o baile” no Supremo Tribunal Federal (STF). Na terça-feira (25), ele tentou entrar na sessão da Primeira Turma onde se discutia uma denúncia criminal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, mas foi barrado pelos seguranças por não ter feito o credenciamento prévio exigido pelo tribunal . Indignado com o veto – afinal, ele dizia estar ali no exercício de suas prerrogativas como advogado do ex-assessor Filipe Martins – Coelho não engoliu a seco: ficou bravo e chegou a gritar “arbitrários!” na porta do plenário , acusando a Corte de arbitrariedade. O resultado? Um princípio de tumulto, rapidamente contido, e Coelho detido pela Polícia Judicial do STF por desacato (ofensa ao decoro do tribunal) – embora tenha sido liberado logo em seguida, após registro de um boletim de ocorrência, sem maiores consequências imediatas .

Regras do STF e reação da OAB

Segundo o STF, o advogado foi impedido de entrar porque não seguiu o procedimento de credenciamento antecipado exigido para advogados que desejassem acompanhar a sessão presencialmente . Em casos de grande interesse (como uma denúncia envolvendo um ex-presidente), o tribunal costuma reforçar a segurança e organizar uma lista de acesso – aqui, nome na lista era fundamental. Coelho, que já foi desembargador do TJDFT e agora advoga, alega que tudo não passou de um mal-entendido: sua equipe diz ter consultado um servidor do STF na véspera e ouvido que não seria necessário cadastro prévio, já que os advogados constavam no processo . Ou seja, um clássico desencontro de informações. De todo modo, o fato curioso é que o cliente de Coelho nem estava em pauta naquele dia – Filipe Martins foi denunciado no mesmo caso, mas em um subprocesso que será analisado somente mais adiante . Talvez o ímpeto do advogado em “assistir de camarote” a sessão dos demais réus tenha sido em vão, já que ele teria de esperar a vez de Martins de qualquer forma.

A situação rapidamente chamou a atenção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Em nota, o presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, afirmou que a entidade vai “apurar os fatos com responsabilidade” . A OAB destacou que todos os advogados com processos pautados naquele julgamento tiveram garantido o direito de fazer sustentação oral – prerrogativa básica da advocacia dentro do devido processo legal . Ao mesmo tempo, a Ordem disse levar a sério quaisquer relatos de cerceamento de defesa e prometeu tratar do episódio junto ao STF, buscando assegurar que a relação entre advogados e magistrados seja sempre de respeito mútuo . Em outras palavras, a OAB sinalizou apoio às prerrogativas dos advogados (inclusive de acessar os tribunais), mas sem endossar confusões: a ideia é resolver no diálogo, não no grito.

Denúncia recebida: e agora?

Brigas à parte, afinal, como funciona essa tal “audiência de recebimento da denúncia” no processo penal brasileiro? Trata-se de uma etapa preliminar, quase um filtro: os ministros analisam a denúncia (acusação formal do Ministério Público) e decidem se ela tem consistência para virar um processo criminal de verdade. Se recebem a denúncia, significa que a acusação convenceu o tribunal de que há indícios suficientes – daí em diante o acusado passa oficialmente à condição de réu, e a ação penal é iniciada . Na prática, é como dar o pontapé inicial no jogo: o tribunal abre o processo, cita os réus para apresentarem defesa e inicia-se a fase de instrução, com coleta de provas, depoimentos de testemunhas e tudo mais. Depois dessa etapa “CSI jurídico”, vem o julgamento final, em que os ministros decidirão se os agora réus são culpados ou inocentes. Por outro lado, se a denúncia não é recebida, o caso morre na praia – não há abertura de ação penal e os acusados não viram réus, encerrando-se ali a acusação (pelo menos naquela instância). Em resumo, o recebimento da denúncia é o start oficial de um processo penal; no caso de Bolsonaro e seus aliados, todos acabaram virando réus, e o jogo jurídico segue para os próximos capítulos.

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HISTÓRIA

STF em Xeque: Reformas, PECs e o Limite do Impossível

Por Bafão Político - 25 de março de 2025

Mecanismos legais e os desafios de alterar a estrutura do Supremo
depth of field photography of man playing chess
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Foto: Em algum lugar de brasilândia .

Entre emendas constitucionais e cláusulas pétreas: o equilíbrio entre reforma e estabilidade

A discussão acerca da reforma ou “dissolução” do STF revela um exercício delicado entre a necessidade de modernizar o aparato judiciário e a preservação dos pilares do Estado Democrático de Direito. A Constituição de 1988, com suas cláusulas pétreas, determina que qualquer mudança estrutural – como a alteração do número de ministros ou a redefinição dos mandatos – só pode ser efetivada por meio de Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Esse rigor processual funciona como um escudo contra reformas precipitadas, garantindo que o equilíbrio e a estabilidade do Judiciário não sejam comprometidos mesmo em momentos de intensa turbulência política.

A via das PECs é, portanto, o único caminho legítimo para qualquer reestruturação do STF. Propostas recentes que sugerem a adoção de mandatos fixos ou a alteração dos critérios de nomeação demonstram o interesse em ajustar o sistema à realidade contemporânea. Contudo, essas iniciativas enfrentam barreiras jurídicas e exigem um amplo consenso político, o que impede que o sistema se transforme em um espetáculo hollywoodiano onde o “castelo” se desfaça em ruínas diante de interesses momentâneos.

Paralelamente, o atual cenário político – onde decisões do STF, por vezes politizadas, inibem o Legislativo na discussão de emendas constitucionais – levanta questionamentos sobre o real equilíbrio entre os poderes. Mesmo que o texto constitucional assegure a separação dos poderes, o uso do Judiciário como instrumento de pressão política, simbolizado por gestos como o “batom na estátua da Justiça” e multas milionárias, reflete uma tensão que desafia o equilíbrio formal.

Apesar dessas inquietações, a separação dos poderes não foi rompida. O complexo jogo de freios e contrapesos – com o STF atuando como guardião da Constituição – mantém, em sua essência, o funcionamento do Estado Democrático de Direito. Assim, mesmo em meio a debates acalorados e pressões políticas, a robusta estrutura constitucional brasileira continua a assegurar a integridade e a estabilidade dos poderes, transformando cada tensão em parte inerente do funcionamento do sistema jurídico nacional.

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HISTÓRIA

Quando a Justiça se Transforma em Arma: A Saga dos Juízes Autoritários no Ocidente

Por Bafão Político - 24 de março de 2025

Uma análise reveladora que explora como, desde a Inglaterra do século XVII até os tribunais dos regimes totalitários, magistrados subverteram a função judiciária para impor repressão política e exercer o poder absoluto.

Foto: Em algum lugar de brasilândia .

Dos tribunais de exceção à máquina de terror: Descubra os bastidores dos momentos em que a justiça foi instrumentalizada para instaurar regimes autoritários e manter o controle absoluto.

Ao longo da história ocidental, vários juízes exerceram funções que transcenderam o mero papel técnico de aplicar a lei, transformando seus tribunais em instrumentos de repressão política e autoritarismo. Exemplos emblemáticos incluem Lord George Jeffreys na Inglaterra do século XVII, que, durante o reinado absolutista de Jaime II, presidiu julgamentos sumários e violentos, consolidando uma imagem de crueldade e abuso de poder, e Samuel Chase, da Suprema Corte dos Estados Unidos, cujo comportamento partidário e parcialidade levou à sua acusação de crime de responsabilidade, ainda que tenha sido absolvido no Senado.

Na França revolucionária, o caso de Antoine Quentin Fouquier-Tinville ilustra de forma extrema como o poder judicial pode ser transformado em máquina de terror: na condição de acusador público do Tribunal Revolucionário, ele processou milhares de “inimigos da Revolução”, resultando em execuções sumárias e condenações sem a devida observância dos direitos de defesa. De forma análoga, na Alemanha nazista, Roland Freisler liderou o Volksgerichtshof, transformando o tribunal em um órgão com a finalidade de eliminar opositores políticos através de julgamentos que, na prática, já vinham decididos antes mesmo da audiência.

Por fim, regimes autoritários, como o do ditador Franco na Espanha, também utilizaram mecanismos judiciais – neste caso, o Tribunal de Ordem Pública – para legitimar e operacionalizar a repressão política, embora, diferentemente dos casos anteriores, tais tribunais fossem estruturados como cortes especiais de exceção sem o intuito de extinguir a função do Poder Judiciário. Esses episódios evidenciam que, mesmo quando revestidos de aparência legal, os mecanismos judiciais podem ser subvertidos para fins autoritários, sendo posteriormente revertidos ou punidos em períodos de transição para a democracia.

Será que a história revela alguma coincidência?

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a black and white photo of a telephone pole
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EVENTO

Evento no Largo do Atheneu é cancelado devido às fortes chuvas em Natal

Por Bafão Político - 16 de março de 2025

Com acumulado de 86,7mm de chuva e alerta laranja do Inmet, capital potiguar enfrenta alagamentos e transtornos; nova data do evento será anunciada em breve.

Foto: movimento Força democrática.

Atenção, leitores do Bafão Político!

Informamos que o evento programado para hoje, 16 de março de 2025, às 15h00, no Largo do Colégio Atheneu em Petrópolis, foi cancelado devido às intensas chuvas que assolam nossa cidade. Em breve, comunicaremos a nova data, horário e local para a realização do encontro.

Nas últimas 24 horas, Natal registrou um acumulado de 86,7 milímetros de chuva, segundo boletim da Unidade Instrumental de Meteorologia da EMPARN. Essas precipitações causaram alagamentos em diversas regiões, transbordamento de lagoas de captação e deixaram famílias desalojadas.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja para 62 municípios do Rio Grande do Norte, incluindo Natal, indicando a possibilidade de chuvas intensas acompanhadas de ventos fortes.

Diante desse cenário, reforçamos a importância de seguir as orientações das autoridades competentes e evitar áreas de risco. Continuem acompanhando o Bafão Político para atualizações sobre o evento e informações relevantes sobre as condições climáticas em nossa cidade.

Últimas notícias

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Atualizado em 16 de março de 2025

Coronel Hélio Oliveira

Fonto: Tribuna do Norte

Senador Styvenson Valentim

Foto: Senado Federal

A oposição no Rio Grande do Norte chega às eleições de 2026 fragmentada e sem unidade, o que enfraquece suas chances contra o grupo governista. Líderes oposicionistas articulam candidaturas próprias: o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, se movimenta para concorrer ao governo; o senador Styvenson Valentim avalia sua popularidade nas pesquisas; e o senador Rogério Marinho busca se promover junto ao eleitorado bolsonarista. Essa dispersão de nomes divide o eleitorado anti-governo e dificulta a formação de uma frente única competitiva. Sem um nome de consenso, a oposição tende a diluir seu potencial e facilitar a permanência do grupo situacionista.

Com Fátima Bezerra impossibilitada de concorrer a um novo mandato, o grupo governista busca manter-se no poder, mas enfrenta o desafio de definir um sucessor. A governadora ainda não decidiu se permanece no cargo até o fim ou se renuncia em abril de 2026 para disputar o Senado, e tampouco indicou um nome para sua sucessão. O vice-governador Walter Alves (MDB) sinalizou que não pretende entrar na disputa apenas para constar, cogitando buscar outro cargo, enquanto a deputada federal Natália Bonavides (PT) também hesita em encarar uma eleição incerta. Essa indefinição expõe a dificuldade do governo em unir sua base em torno de um nome forte, ameaçando seus planos de continuidade no poder.

Esse cenário projeta eleições imprevisíveis tanto para o governo estadual quanto para o Senado; pesquisas indicam uma corrida acirrada ao governo, sem nenhum nome claramente à frente e com cerca de 74% do eleitorado indeciso. As alianças de última hora serão decisivas: com a oposição dividida, um governista pode chegar ao segundo turno mesmo com votação modesta; já sem um candidato forte da situação, adversários tendem a ganhar terreno. No Senado, a polarização deve se repetir. Fátima Bezerra provavelmente disputará uma das duas vagas, enquanto a oposição também virá com nomes competitivos, prenunciando uma eleição senatorial acirrada, com o eleitorado dividido entre continuidade e mudança.

O coronel Hélio Oliveira, figura controversa e emblemática da direita potiguar, apareceu em apenas uma pesquisa de intenção de votos para o Senado – enquanto os renomados blogs de Gustavo Negreiros e do BG veicularam pesquisas sem o seu nome. Tais levantamentos são fruto de metodologias rigorosas, que combinam amostragens representativas, análises digitais e monitoramento de redes sociais, garantindo a precisão dos dados e a diversidade de fontes. Essa disparidade nos resultados ressalta a volatilidade do cenário eleitoral e a complexidade dos mecanismos de mensuração política.

Desde 1964, a esquerda brasileira carrega a marca de uma era de intenso ativismo político, mas foi justamente naquele ano que os militares tomaram as rédeas do poder, redefinindo os rumos do país. Hoje, a população de direita busca reencontrar o respaldo desses mesmos ex-militares – os famosos “da inativa” – enquanto o temor dos militares faz a esquerda literalmente se torcer no caixão, num cenário onde o ativismo assume novas facetas: sem assaltos, sem armas, mas fortemente ancorado na descentralização e na circulação de informações pela internet.

Com uma trajetória marcada por passagens importantes, o coronel Hélio Oliveira já se candidatou à Prefeitura de Natal e atualmente preside o Partido Liberal na capital potiguar. Sua carreira, forjada na retórica militar e na militância conservadora, reflete uma determinação incansável em ajudar o povo potiguar e em ser a pedra no sapato da esquerda do Rio Grande do Norte. Apesar de ainda não figurar nas principais pesquisas de intenção de voto, suas convicções e mobilizações sugerem que seu nome deve emergir com força nas próximas pesquisas eleitorais.